O transportador mais versátil da indústria: compacto, fechado e capaz de transportar, dosar e até misturar — tudo com um parafuso girando dentro de uma calha.
Rosca Transportadora
O transportador mais versátil da indústria: compacto, fechado e capaz de transportar, dosar e até misturar — tudo com um parafuso girando dentro de uma calha.
A rosca transportadora — ou transportador helicoidal, o clássico “sem-fim” — é provavelmente o equipamento mais presente em qualquer planta de moagem ou ração. Uma hélice gira dentro de uma calha e empurra o material no sentido axial. Simples, compacta, fechada e barata: por isso está em toda parte, de alimentar um moinho a dosar ingredientes numa fábrica de ração.
Como funciona
Uma hélice (contínua ou seccional) montada em um eixo gira dentro de uma calha em U (artesa) ou tubular, acionada por um motorredutor em uma das pontas. A cada volta, o material avança uma distância igual ao passo da hélice. Cargas, descargas e até dosagem podem acontecer em pontos diferentes ao longo do comprimento — e, com passo variável ou pás, a mesma rosca ainda mistura ou homogeneíza.
Uma rosca, muitas funções
Horizontal ou inclinada, em calha aberta (artesa) ou tubular fechada. A configuração padrão da indústria.
Com rotação controlada, a rosca vira dosador: vazão proporcional à velocidade — ideal para alimentar balanças e formulações.
Passo variável, pás ou fitas transformam a rosca em misturador contínuo, homogeneizando enquanto transporta.
Para materiais fibrosos, pegajosos ou úmidos, a versão sem eixo central evita embuchamento.
O que governa o dimensionamento
A capacidade da rosca nasce da geometria e da rotação — não de um número mágico de t/h:
- Diâmetro da hélice (D) 这是 passo (p) — o passo padrão é ≈ D; passo menor ajuda em inclinação.
- Rotação (n) — em rpm; quanto maior o diâmetro, menor a rotação máxima recomendada.
- Fator de enchimento (λ) — a rosca não trabalha cheia: λ fica entre 0,15 (abrasivos/pegajosos) e 0,45 (leves e fluidos).
- Densidade aparente (ρ) — converte volume em massa.
- Comprimento (L) e inclinação (H) — definem a potência; inclinação alta derruba a capacidade.
- Fator do material (Ff) — resistência ao avanço: ~1,5 (grãos), ~2,5 (farinha), até ~4 (abrasivo/úmido).
Exemplo resolvido
Rosca em U para alimentar um moinho de milho: D = 250 mm, passo p = 250 mm, rotação n = 45 rpm, enchimento λ = 0,35, ρ = 0,72 t/m³, comprimento L = 8 m, horizontal (H = 0), fator do material Ff = 2,5 e fator de serviço 1,25.
- Capacidade volumétrica: Qv = (π/4)·D²·p·n·λ·60 = (π/4)·0,25²·0,25·45·0,35·60 ≈ 11,6 m³/h
- Vazão mássica: Q = Qv·ρ = 11,6 × 0,72 ≈ 8,4 t/h
- Velocidade de avanço: v = p·n/60 = 0,25 × 45 / 60 ≈ 0,19 m/s
- Potência: P = Q·(L·Ff + H)/367 = 8,4 × (8×2,5 + 0)/367 ≈ 0,46 kW
- Com fator de serviço: Pt = 0,46 × 1,25 ≈ 0,57 kW → motor padronizado 0,75 kW
Leitura de engenheiro: a capacidade caiu de uma geometria e uma rotação — dobrar a rotação quase dobra a vazão, mas aumenta desgaste e torque. Para mais capacidade sem forçar, geralmente compensa aumentar o diâmetro antes de acelerar a rosca.
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